A CAPACIDADE DAS TICs INFLUENCIAREM O CONTEXTO DA ESCRITA E DA LEITURA
A educação de qualidade contemporânea e inovadora é capaz de transformar o Brasil que temos no que queremos. Inserir as tecnologias no contexto da escola publica é fundamental para o jovem atender as demandas do século XXI.
A Internet apresenta a possibilidade de as escolas, professores e alunos figurarem como os pontos, nós centrais de interesse para qualquer pessoa porque foi concebida como uma rede descentralizada. Isto significa que ela apresenta várias entradas, selecionadas e escolhidas de acordo com os interesses e desejos de cada um.
A internet é uma tecnologia que promove o potencial humano, apresenta leitura quase inesgotável de fonte de pesquisa e tem como objetivo a investigação onde podemos encontrar informações confiáveis.
A televisão, esse meio eletrônico, solicita novas maneiras de aprender a realidade, modifica a linguagem e propõem uma situação de leitura na qual o aluno, frente a uma tela, que como o livro contém textos, exigindo que seu professor cumpra seu papel de mediador do ensino aprendizagem.
O celular é uma das tecnologias que a cada ano esta invadindo o cotidiano escolar. Seu uso no espaço escolar dialoga com as culturas e representações constitutivas de saberes que circulam, ainda, de forma hegemônica nas salas de aula, mas que também impõe novas regras, novas ações e novas alternativas metodológicas.
Blog de Estudantes da UNEB (polo Esplanada)do curso Letras com Espanhol. Tema: A PRODUÇÃO DE LEITURA E ESCRITA NO CONTEXTO DAS TICs.
sábado, 12 de junho de 2010
A PRODUÇÃO DE LEITURA E ESCRITA NO CONTEXTO DAS TICs
Os recursos da mídia impressa e o processo de ler e escrever
A escrita teve e continua tendo, ao longo dos anos, uma influência significativa nos processos comunicativos e interacionais que se estabelecem na educação formal. Os processos de textualização e circulação de textos na era da informática têm sido facilitados e ampliados em qualidade gráfico-visual com a utilização de programas de edição de textos, de programas para a editoração da página impressa e de programas para tratamento e inserção de imagens. Com a estratégia do copiar-e-colar, própria da tecnologia eletrônica, fica mais fácil e prático editar e reeditar textos, diagramar e experimentar diversos tipos de diagramação, inserir ou retirar imagens, mapas, ilustrações e elementos gráficos de modo a produzir uma página com alto valor estético e funcional que atenda aos quatro princípios básicos da editoração eletrônica: “contraste, repetição, alinhamento e proximidade” (WILLIAMS, 2006, p. 13).
As diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (BRASIL, 1998, p. 92) sinalizam em direção à inclusão de uma maior variedade de gêneros textuais autênticos, inseridos nas práticas sociais do cotidiano, ao processo de recepção (leitura/compreensão oral) e produção (escrita/fala) de textos. Assim, os livros ou materiais didáticos de inglês devem conter textos de diversos tipos, sobre vários temas e relacionados a diferentes condições de enunciação e circulação. Passam a ser e a ter, portanto, um diferencial de qualidade aqueles livros (ou materiais) que contêm anúncios publicitários orais ou escritos, letras de música, artigos ou recortes de jornais ou revistas, tirinhas de histórias em quadrinhos, sites da Internet, conversas informais, bulas de remédio, quadros de horários, rótulos, gráficos etc. para o processo de construção e produção de sentidos. Esses textos devem ser autênticos e com uma função comunicativa bem definida, ou seja, devem ser retirados de diferentes suportes de circulação, sem terem passado por nenhum tipo de adaptação ou simplificação antes de serem inseridos no livro didático (ou materiais educativos) (BRASIL, 1998; DIAS, 2002; 2005).
Presente também nos Parâmetros Curriculares (BRASIL, 1998, p. 15; DIAS, 2005, p.11) está a concepção de língua como prática social que se realiza nas interações do cotidiano no contexto da socialização. A incorporação das tecnologias de informação ao processo de concepção, desenvolvimento e produção de textos agrega valor, versatilidade e qualidade estética e funcional à página impressa, além de contribuir para o desenvolvimento do letramento do aluno. A junção das TIC permite, pois, a construção de estruturas múltiplas de leitura (por meio da combinação de textos, tipografia variada e com diferentes funções, imagens com significados diversos, inúmeras cores etc.), na qual o leitor se sente convidado a participar como sujeito ativo. Cada vez mais a multiplicidade de representações faz-se presente na mídia impressa, exigindo do leitor múltiplas competências e habilidades para lidar com a linguagem em uso na diversidade textual, incluindo recursos multimodais, com a qual se depara cotidianamente na sociedade contemporânea.
Ao selecionar textos de diferentes gêneros textuais, vindos de vários suportes de circulação, para a produção de sentidos, o professor de inglês transporta para a sala de aula de língua estrangeira todo esse aparato tecnológico, conceitual e metodológico do design gráfico da mídia impressa (WILLIAMS, 2006). Com isso, o processo de recepção (leitura) de textos precisa considerar todos esses elementos de múltiplas representações que contribuem para a veiculação e a circulação da mensagem.
Quando pensamos nas interações cotidianas com a mídia impressa que o nosso aluno é chamado a realizar, verificamos que a atividade de leitura acontece a cada momento de sua vida: em casa, na rua, na escola, no local de trabalho, no lazer, além de suas necessidades acadêmico-profissionais de ler em língua estrangeira (principalmente em inglês). Construir competências para interagir com a mídia impressa contemporânea é, portanto, indispensável para a inserção do nosso aluno na sociedade, para o exercício pleno da cidadania. As decisões teórico-metodológicas do professor de inglês devem orientar-se, pois, para o desenvolvimento da habilidade de ler em língua estrangeira numa interlocução dinâmica, em que entram em jogo aspectos relacionados aos tipos de textos, gêneros textuais, multimodalidade de recursos, situação de produção do texto, suporte de veiculação e circulação, entre outros (DIAS, 2005).
Além desses aspectos sobre a compreensão escrita (leitura) em consonância com a dinâmica de textualização da mídia impressa contemporânea, os textos de produção escrita na sala de aula devem também refletir a diversidade textual do cotidiano e ainda incorporar os elementos gráfico-visuais de acordo com as respectivas condições de produção e suporte de circulação. O aluno precisa aprender a monitorar, conscientemente, os processos envolvidos na produção de textos (escrita), sendo capaz de planejar, selecionar, organizar e diagramar informações em função do seu plano textual, que inclui considerações relativas ao gênero discursivo, objetivos comunicativos da mensagem e condições de enunciação (DIAS, 2004, p. 211-212, 214-216).
Ao desenvolver o plano textual para a produção escrita de uma sinopse (para conter descrições curtas de filmes favoritos, num módulo didático sobre entretenimento, por exemplo), o aluno precisa ser incentivado a incluir considerações sobre o público-alvo, as condições de produção, o suporte de veiculação, aspectos relativos à teia textual e aos elementos gráfico-visuais etc. Ao incorporar todos esses vetores, combinados com o uso de recursos tecnológicos para a edição e diagramação da sinopse, além da inserção de hiperlinks para as páginas da web sobre o assunto, o processo de produção escrita passa a alcançar uma outra dimensão, aquela de ganhar mais autenticidade, refletindo o que acontece nas práticas sociais da escrita do mundo real do aluno. Isso atende às diretrizes da visão atual de produção escrita como um processo circular, recursivo, de múltiplas revisões e colaboração por meio de feedback entre os envolvidos (DIAS, 2004, p. 214-216 ; FIGUEIREDO, 2005, p. 23-27, 31-32).
Editores de textos, que incluem recursos para criação de hiperlinks, programas para tratamento de imagens, editores de planilhas, editores de apresentação e o uso da Internet precisam passar a fazer parte do processo de produção de textos (escrita) em língua estrangeira, de modo que o aluno possa cumprir o seu plano textual em todas as etapas, incluindo a construção da teia textual, as revisões de texto, assim como o processo de diagramação, em sintonia com as condições de enunciação e suporte de veiculação (DIAS, 2005). Desse modo, o aluno estará desenvolvendo suas habilidades tanto para produzir textos relacionados aos seus usos cotidianos, preparando-se para as práticas da escrita próprias da realidade em que se insere, como também para promover seu letramento digital (SHARMA; BARRETT, 2007; WARSCHAUER, 2000, p. 57).
Se de um lado o aluno deve ser incentivado a incorporar recursos gráfico-visuais aos seus textos de acordo com suas respectivas condições de produção e suportes de circulação, o professor de inglês deve também se orientar pelo princípio de que seus textos didáticos (apostilas, esquemas de aula, transparências etc.), produzidos no meio impresso, podem ganhar em qualidade estética e funcional ao receberem um tratamento gráfico adequado. Assim como os editores de textos e os programas de tratamento de imagem devem fazer parte do mundo acadêmico do aluno, eles devem também ser incluídos nos recursos tecno-metolológicos do professor de inglês. Desse modo, noções básicas sobre editoração eletrônica (desktop publishing) e o desenvolvimento do seu letramento digital tornam-se essenciais em suas práticas educativas (SHARMA; BARRETT, 2007; WARSCHAUER, 2000; WILLIAMS, 2006).
A escrita teve e continua tendo, ao longo dos anos, uma influência significativa nos processos comunicativos e interacionais que se estabelecem na educação formal. Os processos de textualização e circulação de textos na era da informática têm sido facilitados e ampliados em qualidade gráfico-visual com a utilização de programas de edição de textos, de programas para a editoração da página impressa e de programas para tratamento e inserção de imagens. Com a estratégia do copiar-e-colar, própria da tecnologia eletrônica, fica mais fácil e prático editar e reeditar textos, diagramar e experimentar diversos tipos de diagramação, inserir ou retirar imagens, mapas, ilustrações e elementos gráficos de modo a produzir uma página com alto valor estético e funcional que atenda aos quatro princípios básicos da editoração eletrônica: “contraste, repetição, alinhamento e proximidade” (WILLIAMS, 2006, p. 13).
As diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (BRASIL, 1998, p. 92) sinalizam em direção à inclusão de uma maior variedade de gêneros textuais autênticos, inseridos nas práticas sociais do cotidiano, ao processo de recepção (leitura/compreensão oral) e produção (escrita/fala) de textos. Assim, os livros ou materiais didáticos de inglês devem conter textos de diversos tipos, sobre vários temas e relacionados a diferentes condições de enunciação e circulação. Passam a ser e a ter, portanto, um diferencial de qualidade aqueles livros (ou materiais) que contêm anúncios publicitários orais ou escritos, letras de música, artigos ou recortes de jornais ou revistas, tirinhas de histórias em quadrinhos, sites da Internet, conversas informais, bulas de remédio, quadros de horários, rótulos, gráficos etc. para o processo de construção e produção de sentidos. Esses textos devem ser autênticos e com uma função comunicativa bem definida, ou seja, devem ser retirados de diferentes suportes de circulação, sem terem passado por nenhum tipo de adaptação ou simplificação antes de serem inseridos no livro didático (ou materiais educativos) (BRASIL, 1998; DIAS, 2002; 2005).
Presente também nos Parâmetros Curriculares (BRASIL, 1998, p. 15; DIAS, 2005, p.11) está a concepção de língua como prática social que se realiza nas interações do cotidiano no contexto da socialização. A incorporação das tecnologias de informação ao processo de concepção, desenvolvimento e produção de textos agrega valor, versatilidade e qualidade estética e funcional à página impressa, além de contribuir para o desenvolvimento do letramento do aluno. A junção das TIC permite, pois, a construção de estruturas múltiplas de leitura (por meio da combinação de textos, tipografia variada e com diferentes funções, imagens com significados diversos, inúmeras cores etc.), na qual o leitor se sente convidado a participar como sujeito ativo. Cada vez mais a multiplicidade de representações faz-se presente na mídia impressa, exigindo do leitor múltiplas competências e habilidades para lidar com a linguagem em uso na diversidade textual, incluindo recursos multimodais, com a qual se depara cotidianamente na sociedade contemporânea.
Ao selecionar textos de diferentes gêneros textuais, vindos de vários suportes de circulação, para a produção de sentidos, o professor de inglês transporta para a sala de aula de língua estrangeira todo esse aparato tecnológico, conceitual e metodológico do design gráfico da mídia impressa (WILLIAMS, 2006). Com isso, o processo de recepção (leitura) de textos precisa considerar todos esses elementos de múltiplas representações que contribuem para a veiculação e a circulação da mensagem.
Quando pensamos nas interações cotidianas com a mídia impressa que o nosso aluno é chamado a realizar, verificamos que a atividade de leitura acontece a cada momento de sua vida: em casa, na rua, na escola, no local de trabalho, no lazer, além de suas necessidades acadêmico-profissionais de ler em língua estrangeira (principalmente em inglês). Construir competências para interagir com a mídia impressa contemporânea é, portanto, indispensável para a inserção do nosso aluno na sociedade, para o exercício pleno da cidadania. As decisões teórico-metodológicas do professor de inglês devem orientar-se, pois, para o desenvolvimento da habilidade de ler em língua estrangeira numa interlocução dinâmica, em que entram em jogo aspectos relacionados aos tipos de textos, gêneros textuais, multimodalidade de recursos, situação de produção do texto, suporte de veiculação e circulação, entre outros (DIAS, 2005).
Além desses aspectos sobre a compreensão escrita (leitura) em consonância com a dinâmica de textualização da mídia impressa contemporânea, os textos de produção escrita na sala de aula devem também refletir a diversidade textual do cotidiano e ainda incorporar os elementos gráfico-visuais de acordo com as respectivas condições de produção e suporte de circulação. O aluno precisa aprender a monitorar, conscientemente, os processos envolvidos na produção de textos (escrita), sendo capaz de planejar, selecionar, organizar e diagramar informações em função do seu plano textual, que inclui considerações relativas ao gênero discursivo, objetivos comunicativos da mensagem e condições de enunciação (DIAS, 2004, p. 211-212, 214-216).
Ao desenvolver o plano textual para a produção escrita de uma sinopse (para conter descrições curtas de filmes favoritos, num módulo didático sobre entretenimento, por exemplo), o aluno precisa ser incentivado a incluir considerações sobre o público-alvo, as condições de produção, o suporte de veiculação, aspectos relativos à teia textual e aos elementos gráfico-visuais etc. Ao incorporar todos esses vetores, combinados com o uso de recursos tecnológicos para a edição e diagramação da sinopse, além da inserção de hiperlinks para as páginas da web sobre o assunto, o processo de produção escrita passa a alcançar uma outra dimensão, aquela de ganhar mais autenticidade, refletindo o que acontece nas práticas sociais da escrita do mundo real do aluno. Isso atende às diretrizes da visão atual de produção escrita como um processo circular, recursivo, de múltiplas revisões e colaboração por meio de feedback entre os envolvidos (DIAS, 2004, p. 214-216 ; FIGUEIREDO, 2005, p. 23-27, 31-32).
Editores de textos, que incluem recursos para criação de hiperlinks, programas para tratamento de imagens, editores de planilhas, editores de apresentação e o uso da Internet precisam passar a fazer parte do processo de produção de textos (escrita) em língua estrangeira, de modo que o aluno possa cumprir o seu plano textual em todas as etapas, incluindo a construção da teia textual, as revisões de texto, assim como o processo de diagramação, em sintonia com as condições de enunciação e suporte de veiculação (DIAS, 2005). Desse modo, o aluno estará desenvolvendo suas habilidades tanto para produzir textos relacionados aos seus usos cotidianos, preparando-se para as práticas da escrita próprias da realidade em que se insere, como também para promover seu letramento digital (SHARMA; BARRETT, 2007; WARSCHAUER, 2000, p. 57).
Se de um lado o aluno deve ser incentivado a incorporar recursos gráfico-visuais aos seus textos de acordo com suas respectivas condições de produção e suportes de circulação, o professor de inglês deve também se orientar pelo princípio de que seus textos didáticos (apostilas, esquemas de aula, transparências etc.), produzidos no meio impresso, podem ganhar em qualidade estética e funcional ao receberem um tratamento gráfico adequado. Assim como os editores de textos e os programas de tratamento de imagem devem fazer parte do mundo acadêmico do aluno, eles devem também ser incluídos nos recursos tecno-metolológicos do professor de inglês. Desse modo, noções básicas sobre editoração eletrônica (desktop publishing) e o desenvolvimento do seu letramento digital tornam-se essenciais em suas práticas educativas (SHARMA; BARRETT, 2007; WARSCHAUER, 2000; WILLIAMS, 2006).
sábado, 22 de maio de 2010
A PRODUÇÃO DE LEITURA E ESCRITA NO CONTEXTO DAS TICs
Este grupo de estudandes de Letras com Espanhol está incumbido de apresentar o que for pertinente à Produção de Leitura e Escrita no Contexto das Tecnologias da Informação e da Comunicação
Assinar:
Comentários (Atom)